quinta-feira, 20 de outubro de 2011

ARAI E SEMEAI - Bezerra de Menezes

 
ARAI  E  SEMEAI     

 

  Bezerra de Menezes

 

Meus Filhos,   Que Jesus nos abençoe!   Antes que o Senhor ascendesse, estávamos reunidos com aqueles que leriam nas palavras de João, o futuro evangelista, a mensagem de libertação e de eternidade.

  Naquele entardecer, rico de perfumes e de bênçãos, o Mestre inolvidável aparece e, distendendo os braços para afagar, aproxima aqueles quinhentos da Galiléia, no seu afável e dúlcido coração e diz-lhes:   – Ide, como as ovelhas mansas no meio de lobos rapaces.

Ide e pregai, pois que vos dou o poder de libertar as criaturas dos sofrimentos...

Eu vos dou a força para pisar a serpente do mal, sem que ela vos possa picar.

Eu vos ofereço o meu coração, para que o apresenteis ao mundo.

Não temais a ninguém, especialmente aqueles que somente vencem o corpo e não vos podem atingir a alma.

  ...E quando ascendeu em uma nuvem luminosa, aqueles que ali estavam, homens e mulheres, criancinhas e venerandos anciãos, saíram para levar a Sua mensagem de liberdade aos quatro pontos do mundo.

  Ide, também vós outros, novos quinhentos da Galiléia, que renasceis da memória dos tempos, depois de naufrágios dolorosos e de prejuízos incalculáveis para a economia das vossas almas.

Ide, e semeai a Era do amor.

Não vos perturbeis com o mundo, com as suas facécias, nem temais as suas tenazes vigorosas e ameaçadoras.

Aquele amoroso e meigo Rabi prossegue convosco e conosco, conduzindo-nos ao porto de segurança para onde rumam.

  É verdade que o corpo físico é um desafio, a própria luta ante os recentes progressos constitui um desafio impostergável.

  Cantai, exultantes de alegria, porque fostes chamados e estais sendo selecionados para os misteres mais delicados e graves da construção do reino de Deus.

Se, por acaso, aninhar-se a dor em vossos sentimentos, bendizei-a.

E nesse colóquio entre a alma que chora e a dor que deve estar cravada, dizei: bendita sejas, por te apresentares como espinho nas carnes da minha alma, impedindo-lhe tropeços mais dolorosos e mais perturbadores.

Se a incompreensão testar as vossas resistências, eis que soa a oportunidade da tolerância e o momento da paciência, a fim de ser conquistado o contendor.

E, em qualquer circunstância, amai.

  O amor é a força ciclópica que modela o Universo, exteriorizado pelo Pai Criador.

Com os sentimentos de amor, de bondade, guiados pela lógica de bronze da Doutrina Espírita, podereis dirigir os passos no rumo do Bem, com segurança, quando tudo aparentemente estiver contra vós.

  Não temos outra alternativa, nem conhecemos outra diretriz que não sejam aquelas que estão expressas na palavra do Senhor: "Fazei todo o bem que vos esteja ao alcance.

Amai aos vossos inimigos, aos vossos perseguidores, servindo sempre", porque as mãos que obram nas trilhas da imortalidade estão colocando os alicerces da era do amor universal em nosso planeta, que está transitando para mundo de regeneração.

Nunca estareis a sós.

Vossos Guias, protetores e os anjos tutelares da lide espírita, em nome do Espírito de Verdade, estarão sempre convosco.

  Ide, filhos da alma, em paz, em retorno ao vosso campo de trabalho e arai, semeai, vigiai as plântulas, defendei-as até que possam, como árvores frondosas e frutíferas, albergar a sociedade cansada, desiludida e necessitada de paz, de pão e de amor.

  Que o Senhor de bênçãos vos abençoe, meus filhos.

  São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,   

Bezerra      

 

 

Mensagem do Espírito Dr. Bezerra de Menezes quando do encerramento da 8a Reunião Ordinária do Conselho Espírita Internacional, no dia 13 de fevereiro de 2002, na sede da Federação Espírita Brasileira, pela psicofonia de Divaldo Pereira Franco.

Revista Reformador de Abril de 2002.
 

 

 
 

 

O amor que remove montanhas,
o amor que inspira a todos a desejarem um mundo melhor,
o ser humano que ama a todos como a si mesmo,
e que deseja apenas ser...
Ah!!! Que maravilha!!!
O amor atingiu a maioridade e se tornou compaixão...
 
 

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